segunda-feira, 14 de novembro de 2011

ARTPLE homenageia DRUMOND

Reunião em 12 de novembro

O encontro aconteceu na Livraria Prefácio, em Botafogo.
Estavam presentes na reunião os poetas:
Antônio Gutman, Glória Puppin, Graça Carpes, Luiz Gondim, Marcia Barroca, Messody Benoliel e  Samir Badouyr.
ARTPLE - foto by GRAÇA CARPES - ARTPLE
ARTPLE  - foto by GRAÇA CARPES -  ARTPLE
ARTPLE  - foto by GRAÇA CARPES -  ARTPLE


Messody Benoliel e a pesquisa sobre o poeta 

Carlos Drummond de Andrade:
ARTPLE  - foto by GRAÇA CARPES -  ARTPLE


 - Texto : Cristina Tardáguila -

“Não há em toda a literatura brasileira alguém que tenha experimentado todos os temas, tanto quanto carlos Drummond de Andrade. Sabia o valor da memória e sentia sempre a necessidade de preservá-la.
Seus assuntos vão do político e notório ao mais íntimo e pessoal. Falou de guerras e amores, de pequenas cidades e grandes metrópoles, de amigos perdidos e inimigos conquistados. Tímido, fez confissões eróticas.
 Dia 31 de outubro será de agora em diante, uma data consagrada ao poeta Carlos Drummond de Andrade.
Drummond aprendeu com autores muito importantes como M. Bandeira e Mario de Andrade, e depois, serviu de ponto de partida para outros poetas importantíssimos, como J. Cabral de Melo Neto e Ferreira Gullar.
Será Carlos Drummond de Andrade, o poeta a ser homenageado na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) no ano de 2012.
O poeta, o jornalista, o arquivista, o desenhista, o político, o erótico, o protetor dos animais.
No dia 31 de outubro de 1902 nasceu  o mais plural escritor do Brasil.
Vejamos suas principais facetas:

O POLÍTICO:
Foi o poeta capaz de expressar  com força, exatidão e coragem o medo que tomava conta dos brasileiros durante o Estado Novo.

O DESENHISTA:
Entre rabiscos, caricaturas próprias e de terceiros  e obras mais complexas, Drummond deixou uma herança de mais de cem desenhos seus.  Inclusive retratou Manuel  Bandeira e Pedro Drummond (neto).

O ARQUIVISTA:
Possuia mais ou menos quatro mil livros. Organizava-os com meticulosidade nas estantes de sua casa, à medida que os comprava. Nas primeiras páginas de cada obra, anotava em algarismo romano o número da prateleira onde iria morar e, em arábico, o número de sua posição exata na prateleira – Ex: “IX.3” no caso, esse era o terceiro livro da prateleira IX. Como ressalta o poeta Eucanaã Ferraz , ele  pertence à geração que inventou a preservação no Brasil e cuidava com afinco tanto a memória do país quanto da sua.

O JORNALISTA:
Embora muito mais conhecido pela poesia, Carlos Drummond de Andrade publicou mais de seis mil textos na imprensa brasileira e se via como jornalista. Entre 1920 e 1984, suas crônicas e seus ensaios  - hoje armazenados na Fundação  Casa de Rui Barbosa – foram publicados em jornais de grande porte como o “Diário de Minas”,“A Tribuna” e “Correio da Manhã ”, como também em espaços menores como um suplemento literário da “Folha do Norte”, diário do Pará. No Jornal do Brasil chegou a produzir três crônicas por semana, afirma Milton Ohata editor da Cosac Naify que agora relança duas de suas obras.

O PROTETOR DOS ANIMAIS:
Em 4 de outubro de 1970, dia de São Francisco de Assis, circulou pelo Rio de Janeiro a primeira edição de um jornaleco mimeografado que se chamava “A voz dos que não falam”. A publicação, de oito páginas, tinha por objetivo defender os animais e chegava às ruas com duas assinaturas de peso: a de Carlos Drummond de Andrade e a de Lya Cavalcanti, dois literatos que amavam bichos. No primeiro “A voz”, Drummond quis passar logo seu recado. Plasmou na capa o poema  “Conversando com o santo” e denunciou:  
“Veja em redor os bichos: deviam estar alegres / porque você os amou e compreendeu / os chamou a todos: meus irmãos / mas estão calados, macambúzios. Alguns mesmo, aterrorizados. / Sabe, São Francisco? A gente ainda não aprendeu de todo a lição.”

O ERÓTICO:
Interessado pela literatura erótica, Carlos Drummond de Andrade, o poeta  mantinha uma coleção de obras sobre o assunto.  Segundo o pesquisador  Fábio Salles, há pelo menos vinte e cinco livros sobre sexo no acervo que se encontra no IMS. Antes de morrer, Carlos Drummond de Andrade  deixou pronto um livro de poemas eróticos: “Amor Natural” – publicado em 1992.

A língua lambe

A língua lambe as pétalas vermelhas
da rosa pluriaberta; a língua lavra
certo oculto botão, e vai tecendo
lépidas variações de leves ritmos.

E lambe, lambilonga, lambilenta,
a licorina gruta cabeluda,
e, quanto mais lambente, mais ativa,
atinge o céu do céu, entre gemidos,

entre gritos, balidos e rugidos
de leões na floresta, enfurecidos.

                             - Carlos Drummond de Andrade

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ARTPLE - foto by MARCIA BARROCA - ARTPLE
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A ausência do símbolo ARTPLE: nossa camiseta!


Isso não deveria acontecer. Mas, aconteceu.
Eu... Por motivos pessoais; o outro, por vestir o sol... 
Entre o preto disfarçado  e o laranja ensolarado, criou-se a questão da importância. É fundamental ao poeta da Sociedade               ARTPLE o uso de sua camiseta ARTPLE.
Promessa feita para ser cumprida:

☛ Eu visto essa camisa!
ARTPLE - foto by GRAÇA CARPES - ARTPLE
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Escolhendo o oculto... Para presentear o amigo. 
Pois que... Dezembro vem aí!
ARTPLE - foto by GRAÇA CARPES - ARTPLE
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ARTPLE - foto by GRAÇA CARPES - ARTPLE
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☛ A reflexão :
“Cada culpado é seu próprio carrasco!”
Sêneca
 (Corduba, 4 a.C. — Roma, 65 d.C.)


ARTPLE - foto by GRAÇA CARPES - ARTPLE
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2 comentários:

  1. O PRIMEIRO CONTATO
    Certa vez, na ânsia de concluir um trabalho escolar, cercado de publicações dos mais variados autores e temas, e sem saber por onde começar despertei-me com um clique da minha esferográfica.
    Eis que, como um “Deja Vu”, deparei-me com um antigo livro de contos em péssimas condições. O papel amarelado pelo tempo, perfurado por traças, empoeirado e suas páginas mal cheirosas.

    A tinta usada em sua impressão ainda mantinha um bom contraste, o que o tornava legível.

    Então, no volver furtivo e detalhado de cada página, eu descobri algo novo: textos envolventes com assuntos, embora de séculos atrás, tão atuais e familiares que passavam não só a mim, mas a quem quer que os lesse (leiam) uma profunda intimidade com o autor.

    Agora eu já podia empunhar aquela, cujo clique não mais soava irritante, mas frugal.

    Tudo era simples, evidente e claro. Eu não precisava mais daquela pilha de publicações, pois tudo estava ali, em cada cor, som, ou lembrança. Daquela ponta esferográfica, as palavras fluíram com naturalidade e deitavam em cada pauta com a suavidade de uma pétala que pousava sobre a relva.

    Eu compunha com mais idéias, indeterminado, mais livre. Não havia motivo para se preocupar com “Lapsus Linguae”... Sim era minha primeira crônica. Agora eu sabia que poderia escrever sobre qualquer coisa.

    *Cassius Barra Mansa é cronista machadense

    Lapus Linguae = erros de linguagem
    ATRAÇÃO DOS MOLEKES

    (pagode com malícia mineira)

    Influenciados pelo, Exalta Samba, Revelação, o grupo se apresentou pela primeira vez em 2006 na Praça Antônio Carlos (Machado-MG), durante as comemorações do 7 de setembro.. No mesmo mês, eles abriram o show do Face Racial no salão da Dismabe, evento organizado pelo DJ Brown. O próximo passo será a gravação do primeiro CD com 12 músicas, entre elas (É hora de curti) Contatos: João ou Diogo (35) 3295-4031 (Machado-MG).

    Blog: http://atracaodosmolekes.blogspot.com/

    =====================================================================
    ATRAÇÃO DOS MOLEKES ( ZOEIRA DE CRIOULO)

    http://www.youtube.com/watch?v=AfLrwijZprM

    ATRRAÇÃO DOS MOLEKES (SHOW NO LAGO ARTIFICIAL)

    http://www.youtube.com/watch?v=rZaNaZoBUm0

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  2. O PRIMEIRO CONTATO
    Certa vez, na ânsia de concluir um trabalho escolar, cercado de publicações dos mais variados autores e temas, e sem saber por onde começar despertei-me com um clique da minha esferográfica.
    Eis que, como um “Deja Vu”, deparei-me com um antigo livro de contos em péssimas condições. O papel amarelado pelo tempo, perfurado por traças, empoeirado e suas páginas mal cheirosas.

    A tinta usada em sua impressão ainda mantinha um bom contraste, o que o tornava legível.

    Então, no volver furtivo e detalhado de cada página, eu descobri algo novo: textos envolventes com assuntos, embora de séculos atrás, tão atuais e familiares que passavam não só a mim, mas a quem quer que os lesse (leiam) uma profunda intimidade com o autor.

    Agora eu já podia empunhar aquela, cujo clique não mais soava irritante, mas frugal.

    Tudo era simples, evidente e claro. Eu não precisava mais daquela pilha de publicações, pois tudo estava ali, em cada cor, som, ou lembrança. Daquela ponta esferográfica, as palavras fluíram com naturalidade e deitavam em cada pauta com a suavidade de uma pétala que pousava sobre a relva.

    Eu compunha com mais idéias, indeterminado, mais livre. Não havia motivo para se preocupar com “Lapsus Linguae”... Sim era minha primeira crônica. Agora eu sabia que poderia escrever sobre qualquer coisa.

    *Cassius Barra Mansa é cronista machadense

    Lapus Linguae = erros de linguagem
    ATRAÇÃO DOS MOLEKES

    (pagode com malícia mineira)

    Influenciados pelo, Exalta Samba, Revelação, o grupo se apresentou pela primeira vez em 2006 na Praça Antônio Carlos (Machado-MG), durante as comemorações do 7 de setembro.. No mesmo mês, eles abriram o show do Face Racial no salão da Dismabe, evento organizado pelo DJ Brown. O próximo passo será a gravação do primeiro CD com 12 músicas, entre elas (É hora de curti) Contatos: João ou Diogo (35) 3295-4031 (Machado-MG).

    Blog: http://atracaodosmolekes.blogspot.com/

    =====================================================================
    ATRAÇÃO DOS MOLEKES ( ZOEIRA DE CRIOULO)

    http://www.youtube.com/watch?v=AfLrwijZprM

    ATRRAÇÃO DOS MOLEKES (SHOW NO LAGO ARTIFICIAL)

    http://www.youtube.com/watch?v=rZaNaZoBUm0

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